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Da América

‘Estamos a construir a sociedade mais próspera e inclusiva do mundo’. A frase encaixa na perfeição em qualquer discurso político, exceto no mesmo onde se anuncia a construção de mais 800 quilómetros de um muro de fronteira entre dois países. O bom propósito não acompanha a ação, mas também ninguém espera outra coisa do homem que há três anos governa os Estados Unidos sem pingo de coerência, mas com muito PIB. E aos bons contabilistas perdoa-se tudo. Pelo menos, 63% dos americanos, que aprovam a forma como o presidente tem gerido a economia e que votarão para continuar a ‘destruir a mentalidade de declínio dos Estados Unidos’, outra boa frase desafinada.

O homem com um impeachment às costas e uma política externa miserável gaba-se dos empregos criados, do aumento do investimento, do crescimento do consumo público e do consumo privado (tudo a abrandar, by the way). É o mesmo homem que esvaziou o Obamacare e que vai reverter o programa que promove refeições mais saudáveis nas escolas. O passado da humanidade está cheio de histórias em que a tese das contas certas bate todas as outras, nem sempre com final feliz. Tratando-se dos Estados Unidos, de cujo final dependemos todos, é bom que a história termine com uma derrota para os vilões.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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