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Da app

A extraordinária app móvel que nos iria ajudar no rastreio de contactos das pessoas com Covid-19 está numa morte lenta e dolorosa ou então só ridícula (também podia ser cómica, mas é melhor não, porque não liga bem com temas de saúde). Nada contra o pai da pequena StayAway Covid, o respeitável senhor Inesc Tec, mas sim contra os infindáveis, mas tão portugueses corredores da burocracia que impedem que os códigos saiam directamente para a app dos telemóveis, sem passar pela casa de partida.


O entrave foi identificado a tempo e horas e a aplicação foi atualizada, aguardando luz verde da Comissão Nacional de Proteção de Dados, que por sua vez aguarda avaliação do impacto das modificações pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. Aparentemente, está tudo encalhado aqui desde 20 de novembro, portanto, quase dois meses, em que a pequena nos serviu de muito pouco e que demoveu 60% dos portugueses que a ela se renderam e que já a puseram a andar dos seus telemóveis. Em contas rápidas, parece que só foi usada 2708 vezes para enviar alertas de contágio. Ainda bem que a proposta do Governo de torná-la obrigatória não passou, caso contrário, estaríamos todos confinados, mas não seria em casa.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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