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Da democracia

“Este orçamento vai dar corpo ao que foram as promessas eleitorais do PS e do programa do Governo do PS e nessa perspetiva não há qualquer hipótese de a Iniciativa Liberal aprovar este orçamento”. Falou e disse muito pouco, como quase sempre. Talvez lhe fosse útil o conselho de Shakespeare - “dê a todas as pessoas os seus ouvidos, mas a poucas a sua voz” – ou simplesmente ouvir os mais velhos - “quem muito fala pouca acerta”. João Cotrim Figueiredo, JCF para os próximos, pouco sabe sobre o documento que aí vem como ele próprio o afirmou, mas no alto da sua cadeira de hemiciclo recém-conquistada, já decidiu e já anunciou ao mundo.

Por ele, já estávamos na fase do chumbo, quiçá a concertar agendas para marcar eleições. Para ele, é certo que, mesmo sem ler nada, não haverá nem uma linha do calhamaço 2020 que lhe mereça a mais leve concordância ou sequer uma ideia que possa desaguar numa negociação e daí em qualquer coisa de bom para todos nós. Porque para ele, o que os portugueses decidiram em outubro vale pouco. Felizmente, para além dele, há outros líderes de partidos (todos os restantes, já agora) que querem ouvir antes de decidir. Ainda que possam não apreciar Shakespeare, pelo menos, respeitam princípios básicos da democracia.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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