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Da Europa

Brexit has been a waste of time and energy. A frase e o sentimento são de Junker, no seu discurso do adeus, mas desconfio bem que os 513 milhões de cidadãos da União Europeia estão com ele, incluindo os que provocaram a penosa trapalhada sem fim à vista desarmada em que se transformou o Brexit e os fãs das gravatas vistosas do speaker da Câmara dos Comuns. Infelizmente, o divórcio mais neurótico da história da UE vai deixar marcas e não serão só para o casal. Enquanto a ponte aérea Londres-Bruxelas-Londres se mantiver frenética, as verdadeiras ameaças à Europa unida ganham força, espaço e a aprovação de quem não assimilou as maravilhas da livre circulação de pessoas e bens e da moeda única.

Basta ver a velocidade com que movimentos populistas e xenófobos se estão a transformar em partidos e, pior, a materializar em deputados. Legitimamente eleitos, com propostas concretas que contrariam de uma ponta à outra os princípios fundamentais do projeto europeu, por aí andam alegremente a defender a possibilidade de dar autorização aos Estados-membro para reintroduzir fronteiras internas, porque a ‘Europa não deve ser vista como um recetáculo para oportunistas económicos provenientes de África’.

Das duas, uma: ou deixamos cair o Reino Unido de uma vez por todas e regressamos ao que nos trouxe aqui ou é melhor começar a pensar num sistema de identificação à entrada da Europa que permita fazer a triagem entre boas almas e gente sem escrúpulos. Uma espécie de purgatório, mas em bom, com terminal de pagamento automático e wifi grátis.

Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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