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Da família

As eleições internas dos partidos são infinitamente mais interessantes do que todas as outras. Desde logo porque os candidatos, salvo raríssimas e não muito abonatórias exceções, emergem da mesma família política e, como em qualquer família, são obrigados desde cedo a levar uns com os outros em jantares de Natal, aniversários e eventos importantes para a linhagem, esforçando-se por evidenciar o seu amor à causa e aos parentes sempre num ambiente muito cozy-fraternal. A questão é que só um é que pode aspirar à cadeira patriarcal e no processo de ascensão – leia-se campanha - não pode valer tudo.

É óbvio que os irmãos também podem discordar entre si, como o defende o dicionário das tretas políticas onde as ‘divergências internas são sempre salutares’, mas a discordância tem limites porque partido não rima com desunião ou conflito. E a graça está em observar de fora este difícil equilíbrio de transformar acusações em reparos de afeto. A luta destes irmãos, agora do PSD e não tarda nada do PS, é a de tentar afirmar a sua diferença na imensa semelhança que os une na ideologia, mas sempre com o jeitinho e a elegância de quem não quer comprometer o bom nome da família ou estragar a noite da consoada.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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