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Da mobilidade

Nada contra as Gira(s), que ficam sempre bem numa cidade moderna, cosmopolitana e de hábitos saudáveis. Claro que o apontamento elétrico retira alguns benefícios à condição física dos utilizadores das bonitas bicicletas da EMEL, mas o mundo mudou e, hoje já ninguém tem de dar ao pedal como antigamente se não estiver a treinar para a subida ao alto da Senhora da Graça, gloriosa etapa da nossa Volta.

Há, portanto, que ajustar as necessidades de outrora à mobilidade trendy. Isto a propósito do concurso agora lançado para a aquisição de 1500 novas bicicletas para Lisboa. Continuo a não achar mal, mesmo contando com as da Uber e as da Hive, às quais se juntam também as trotinetas elétricas, e mesmo que toda esta parafernália móvel por vezes não coabite da melhor forma com os peões mais distraídos.

O que me intriga verdadeiramente é em que medida estas bicicletas podem retirar da capital os 370 mil carros da margem sul ou das linhas de Cascais e de Sintra que entram diariamente na cidade. A CP e a Fertagus, gentis operadores, oferecem o transporte gratuito das ditas, convencidos que nunca chegará o dia em que cada um destes carros se converterá numa bicla. E têm razão: mesmo disfarçado de elétrico com pedais, o reino do transporte individual está para durar. Venham de lá as 1500, que não causam mossa aos 370 mil.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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