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Da recomendação

Numa orientação enviada em julho às escolas, a Direção-Geral de Saúde recomendava aos profissionais dos estabelecimentos de ensino manter “as janelas e portas abertas, de modo a permitir uma melhor circulação do ar”. Assim, de repente, quem fez a recomendação não terá tido em conta que ao verão se segue o outono e depois o inverno. E que sobretudo esta última estação, por mais amena que possa parecer, não rima bem com janelas abertas.


Claro que o autor da recomendação, além de desconhecer a sequência das quatro subdivisões do ano baseadas em padrões climáticos, não faz a mínima ideia do que se passa nas escolas portuguesas durante o inverno (que na realidade não dista muito do que se passa na maioria das casas portuguesas). Ou seja, muito frio. Ou seja, este ano, além da temperatura glaciar habitual nas salas de aulas, alunos e professores vão poder usufruir de um arejamento extra. Diz o povo que o frio é psicológico. Digo eu que o autor da recomendação da DGS devia ser presenteado com um tour a Verjoyansk e Oymyakon, algures na Sibéria, ou, em alternativa porque a diferença não será muita em termos climáticos, frequentar uma ação de formação num qualquer agrupamento de escolas de Trás-os-Montes sobre como não fazer recomendações estapafúrdias. Sou capaz de apostar que não aguentava um dia de formação. O que seria uma pena porque nunca assimilaria a matéria.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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