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Da seriedade

Feitas as contas com os círculos da emigração, escolhidas as cadeiras para os estreantes no hemiciclo e esgotada a conversa do governo mais político e com mais mulheres de sempre, sobra a tese do governo dos dois anos. Salvo melhor análise dos factos, o mandato dos deputados é de quatro anos, período a que corresponde uma legislatura. Também não se vislumbram sinais de algum pedido afoito de impugnação das eleições ou de uma tentativa de fuga para parte incerta da grupeta de novos ministros, por estas horas entretida a engomar o fato para a tomada de posse.

Dito isto, falar de um governo para dois anos é não ser sério. Primeiro, porque pressupõe adivinhar o futuro, atividade pouco científica, com margem de erro assinalável. Segundo, porque ofende um conjunto de cidadãos portugueses que vota programas e projetos para quatro anos e não para calendários de temperaturas políticas. E terceiro, porque é capaz de afugentar um outro conjunto de cidadãos e já agora de empresas, daquelas que criam riqueza, postos de trabalho e desenvolvimento económico, que gostariam de planear investimentos aqui para o retângulo, confiantes de que estamos cá para as curvas nos próximos quatros anos. É chato ser sempre sério, mas em política convém não abusar do contrário para não se tornar perigoso.



Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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