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Da televisão

Disse, em entrevista recente*, o líder do (até ver) principal partido da oposição que, em Lisboa, aquilo que as pessoas esperam é um candidato que apareça na televisão, seja conhecido, seja uma figura pública, ‘daí ser relativamente fácil’ encontrar um nome. Assumindo que o critério se estenderá a outras câmaras - apesar de tudo gostaria de acreditar que os índices de popularidade da Cristina Ferreira não batem recordes em Lisboa – podemos antever já uma espécie de grande final nacional do Chuva de Estrelas em laranja nas próximas eleições autárquicas, sem que isso implique necessariamente saber cantar (na verdade, também já não implicava no formato original).

Portanto, cidadãos eleitores, animem-se que as listas do PSD prometem. Nestas eleições já não temos de levar com um bando de candidatos anónimos com as suas maçadoras promessas sobre planos municipais, intervenções ambientais, apoio à população senior e coisas assim, bem como cartazes políticos de malta desarranjada que há anos que não mete um pé no dentista. Vai ser só gente gira, divertida, popular, tu cá tu lá com câmaras de filmar. Espero que sobre alguma câmara, no caso, municipal, para o emplastro, porque o critério da antiguidade televisiva também tem de contar para alguma coisa.


*https://observador.pt/2021/02/18/rui-rio-em-direto-na-radio-observador/


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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