Da trilogia e do verbo
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Da trilogia e do verbo

Neste país dado à nostalgia, volta e meia dá-se também o regresso da trilogia simbólica dos F que Salazar glorificou sem sequer gostar de futebol ou de fado. Se, por estes dias, retirarmos Fátima da equação, sobra a dupla formada pela fase final da Liga dos Campeões que aí vem e parece que pelas casas de fado em Lisboa. “Há quanto tempo não vamos jantar a uma casa de fados?”. A pergunta é do alto responsável pelo turismo de Lisboa e foi atirada ao ar na apresentação do plano que quer atrair visitantes nacionais para a região e assim contrariar a debandada de estrangeiros.

Nada contra o património cultural e imaterial da UNESCO que só por aqui se canta, tudo a favor de chamar os lusos à capital por tantas outras e boas razões que, entretanto, inventámos para fugir às amarras da trilogia do Portugal bolorento. Há muita vida para além dos F à espera de quem – parafraseando o mesmo alto responsável do alto da sua visão visionária para o turismo de Lisboa – quer “desopilar”. Há muita vida e, já agora, verbo melhor para a coisa.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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