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Da verdade

O mundo está sempre a mudar e isso não é mau. Mas não convém incluir tudo no pacote. Especialmente quando falamos de informação. Na era das fake news, há que manter algum Norte para não perder a credibilidade que, diz quem sabe, que demora anos a conquistar e minutos a desmoronar. Transformar em notícia o que não chega a ser um facto (principal matéria prima do jornalismo), com base em expressões como ‘tudo indica que sim’, ‘pode estar iminente’, ‘terá sido falada’, ‘tudo aponta para que’, cumpre a dupla função de assassinar o que o jornalismo tem de mais nobre – a verdade – e de dar vida ao seu pior – a dúvida.

Infelizmente, multiplicam-se os exemplos, em muita imprensa que gosta de rimar com referência, desta novilíngua ao contrário que salta das colunas de opinião e invade notícias e noticiários, propagando-se na galáxia das redes sociais à velocidade da luz. Se há um momento em que é preciso redobrar o cuidado com as fontes, a precisão com as palavras, o rigor com a informação, é este onde nos encontramos. Por vezes, inadvertidamente, a realidade imita a ficção, mas daí a alimentar-se dela vai um passo arriscado, que pode ser fatal.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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