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Das CCDR

Muito interessante a eleição realizada esta semana para a presidência das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), essas mesmo que vão distribuir pelas aldeias as fatias da bazuca que nos vai salvar a todos. Interessante sob imensos pontos de vista, desde logo pela suposta “legitimidade democrática”, bandeira com que o Governo nos andou a vender o pacote. Portanto, os autarcas do chamado centrão PS + PSD juntaram-se à esquina para escolher os seus homens de confiança para ir a votos. Com a exceção da CCDR Alentejo que deu luta com um candidato independente, todas as restantes foram disputadas por apenas uma lista cada uma, encabeçada pelos tais homens previamente selecionados.

Cumpridas as aborrecidas formalidades dos processos eleitorais, uma canseira, e depositados os votos nas urnas, eis que acontece o milagre da democracia plena e representativa ao contrário: os candidatos únicos vencem e vencem com grande estrondo. Espantoso. Já não via uma coisas destas desde março do ano passado, quando se disputaram as eleições para a Assembleia Suprema do Povo, o órgão legislativo do regime norte-coreano. É certo que a afluência às urnas não bateu nos 100% nem os que ousaram votar no sossego de uma cabine foram perseguidos pela polícia de Kim Jong-un, mas o caminho faz-se caminhando. Temos tempo e temos modelo de inspiração. Já não falta tudo.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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