Das contingências
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Das contingências

«(…) We don’t know what will happen this time. As contingências da política são as contingências da doença; as contingências da doença são as contingências da política. Se chegarmos a novembro e a Covid-19 tiver sido erradicada em muitos lugares, mas ainda existir noutros com pequenos surtos que ameaçam tornar-se novas fontes de ampla propagação, quem terá provado ter razão e quem estará errado? Neste momento, as consequências económicas são insondáveis.

A médio prazo, haverá muitas reviravoltas políticas. E, a longo prazo, naquele domínio temporal em que, como Keynes disse, todos estaremos mortos? O longo prazo é outra coisa. Achen e Bartels citam as palavras de um historiador da Peste Negra, que se mantém como a pior praga da história da humanidade: “A praga também desacreditou os líderes da sociedade, os seus governantes, padres e intelectuais e as leis e as teorias que estes apoiaram. Estas elites obviamente falharam sua principal função social, a defesa do bem-estar comum, em nome do qual gozavam os seus privilégios”».

[do artigo ‘Too early or too late’, de David Runciman, em London Review of Books]


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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