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Das dúvidas

A propósito, mas não exatamente sobre a eutanásia, por que razão quanto maior é a complexidade de um tema que ferve a opinião pública maior é a tendência para reduzir a sua discussão à disputa de um dérbi? Pode alguém, em consciência, não ter dúvidas sobre este assunto ao contrário do que acontece no futebol, onde não se vestem duas camisolas? Se é de vida e de morte que falamos, é possível encontrar conforto absoluto num sim ou num não e defendê-lo com uma qualquer razão científica, mas, na maioria dos casos, sem a emoção que o tema também exige?

E ainda a propósito do mesmo, manifestar uma posição não deverá resultar de um processo de conhecimento, que envolve tentar saber o que se discute na assembleia da república? E porque não procurar a informação e o esclarecimento que não em títulos ou publicações de 280 caracteres, antes de deixar entrar a opinião ou, quase pior, desistir de tê-la por não se considerar “elucidado” como se isso não fosse também da sua responsabilidade? É fácil ser só sim ou só não ou só nada porque não se quer arriscar. Fácil e estúpido. A dúvida cansa, dá trabalho, mas, já o maior dos gregos o afirmava, será sempre o princípio da sabedoria.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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