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Do 3 de novembro

[‘A vacina para a Covid-19 está a chegar, está pronta, será anunciada dentro de semanas, (…) a culpa de o vírus ter vindo não foi minha, foi da China (…), eu tenho boas relações com todas as pessoas, sou a pessoa menos racista nesta sala’ (…) ‘Eu realmente amo o meio ambiente. O que eu quero é a água mais limpa e cristalina’].

Se não por outras mil trezentas e cinquenta e nove razões, é bom que chegue rapidamente o dia 3 de novembro para não sermos obrigados a assistir a mais debates presidenciais como o de ontem, quinta-feira. Sendo certo que a criatura está em permanente estado de campanha desde que se lembrou de trocar a Trump Tower pela Casa Branca, as últimas semanas têm sido particularmente penosas para quem ainda resiste a manter alguma fé na humanidade e no discernimento dos norte-americanos. Não há como evitar a vergonha alheia de ouvir o homem discorrer sobre a pandemia, o acesso à saúde, o aquecimento global, a imigração ilegal ou o racismo com o vocabulário de um cábula do 1º ciclo e a cultura geral de um galináceo. O homem a quem podíamos perdoar tudo se não se sentasse na melhor cadeira da Sala Oval com vista privilegiada para o resto do planeta, que é onde nos encontramos quase todos a assistir a este decadente reality show sem poder nomear para expulsão direta.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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