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Do coronavírus

Não deixa de ser curioso, e não raras vezes extenuante, a obsessão dos media em encontrar casos suspeitos de coronavírus em território nacional. Já lá vão pelos menos 27 ameaças que não se converteram em infectados. Todas elas foram acompanhadas ao minuto pela imprensa, que é como quem diz, do minuto da suspeita até ao minuto do resultado da análise. Como se o primeiro doente identificado em Portugal mudasse o curso da história ou abrisse definitivamente as portas do nosso país a esta epidemia.

A questão é que elas estão (e muito bem) escancaradas à Europa e ao mundo. Temos feito disso, aliás, slogan nacional para atrair investimento e turistas e a coisa não tem corrido mal. Daí que, à velocidade com que este vírus avança sobre as fronteiras, esperar pelo primeiro “caso confirmado” no nosso país como se esse ditasse o momento da viragem ou a chegada do apocalipse não é só ingénuo, como também ridículo. Um doente infetado na Europa é um doente infetado em Portugal. Como nos casamentos, estamos juntos para o bem e para o mal. Convém não pensar agora em dar um tempo à relação.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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