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Do mais do mesmo

Entra concelho, sai concelho. Instala-se a cerca sanitária, abrem-se as comportas aos famintos dos shopping de fim de semana e dos restaurantes depois das 13h. O irritante R(t) sobe e desce, a encolher os ombros ao PowerPoint do primeiro, que nos martela com o teletrabalho sem perceber que para quem tem trabalho só está em casa quem quer. A economia cá do sítio trava mais do que contavam os especialistas. A culpa é do confinamento geral do primeiro trimestre, dizem quem explica os números, como se estivemos sob ataque cerrado da Covid-21. E ainda há o futebol, que mete um empresário em alegadas agressões a um repórter. Cheira-me que vamos ficar dias, semanas, a discutir alegações, mas só nos intervalos das 6.728 páginas da Instrução Marquês.

O mundo pula e avança, mas não é sempre que o homem sonha. Andamos a sonhar há meses com regressos que ainda não dá para perceber se vão mesmo acontecer. Não há meio de se encontrar uma vacina 100% eficaz, sem efeitos secundários ou terciários, que se produza à velocidade da luz e que se distribua pelo mundo ainda mais depressa. A má notícia é que isso não vai acontecer. A boa é que o Trump está ‘100% a ponderar’ concorrer às eleições presidenciais de 2024. Nem tudo é infinitamente boring neste ano II ou III - conforme as coordenadas geográficas - da pandemia. Há que manter a fé.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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