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Do romper com o banal

Pronto, vamos ter fé que até 26 de setembro haverá novidades. Quero acreditar que um candidato a uma câmara municipal terá uma visão, um programa, uma perspetiva, uma pequena ideia, vá, sobre o que pretende fazer em quatro anos pelo seu concelho. Pode dar-se o caso de, antes de nos apresentar a ideia, apresentar-se a ele próprio como um grande cromo, a dizer umas cenas giras, a fazer umas fotos bué fixes e a prometer jolas para marcar a diferença que, by the way, ninguém quer em Oeiras.


Ele, o Poço, o Alexandre Poço, que ninguém conhecia no início da semana foi pelo caminho da galhofa para se fazer notado e, diz, confiante, para “romper com o banal”, julgando-se ele próprio um programa quanto baste para sacar uma autarquia. Veremos, no final de setembro, quanto lhe custará a ousadia de não ter nada para oferecer além de uma campanha à Tiririca e de uns tweets esquecidos de 2012 e 2013 que dizem muito mais sobre ele do que a graça que quer ter à força de não ter nenhuma.



Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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