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Do virar a boneca

Agora que o mundo se livrou de Trump, enfim, a ver, Portugal não consegue pôr o Ventura a milhas, que está como quer, a entrar à grande, via Açores, e a acabar sabe Deus e o PSD onde, porque ninguém lhe deita a mão, nem pode, que o homem foi eleito, teve votos que contam para a democracia que, naquele dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio, nos caiu no colo e foi até agora, 46 anos depois, quando nos voltam a fechar em casa, só com ordem de soltura até às 13h de sábado e domingo, no resto do tempo, é usar a imaginação e o cartão de crédito para a Netflix e a Amazon, em nome de um Serviço Nacional de Saúde que mal dava para as encomendas antes do corona que nos chegou da China, quanto mais agora, com tanta criatura à solta que ainda não percebeu que deixar o nariz de fora da máscara não é só muito feio como inútil e que está a perceber agora que os convívios familiares deste Natal estão para desaparecer e dar-nos o descanso que andamos a pedir desde que deixámos de acreditar no velhote gorducho do trenó e das renas, que, cheira-me, não nos vai deixar nada da Pfizer no sapatinho e, por este andar, nem umas fatias da tal bazuca que nos prometeram e que vinha de Bruxelas, de onde também podia chegar, de preferência este fim-de-semana para compensar a prisão domiciliária, um carregamento de Chocolate Negro 811 Callebaut ou então de Neuhaus Bombons de Chocolate Sortido Collection embalagem 230 g, que eu, lá porque virei a boneca, não sou esquisita.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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