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Dos refugiados

Portanto, a coisa resume-se a isto: um milhão dos quatro milhões de euros de verbas recebidas da Comissão Europeia em 2018 e 2019 para apoiar mais de 400 refugiados acolhidos em Portugal desapareceu das contas do SEF. Que é como quem diz, não sabemos por anda o dito milhão, só sabemos que não chegou onde era suposto. Há explicações esquisitas para esta investigação do ‘Público’, há outras que nunca foram dadas, por exemplo ao Tribunal de Contas em 2019, e há um diretor do SEF que saiu em 2020 por razões igualmente esquisitas.


Ainda antes de conhecer o fim da história, e acreditando que terá um fim, fica mais uma sombra a pairar sob o esvaziado SEF, agora SEA, que depois de perder competências de natureza policial (coisa que nunca deveria ter tido), terá de se reinventar para nos convencer que não anda aqui marosca ou, havendo, que a esclareça e resolva. Quanto mais não seja em memória de quem nos deixou hoje e para quem a defesa dos refugiados era tão cara.


Marta Romão, diretora-geral BDC - Empower to Lead

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